Paróquia São José de Assaí

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Catequese do Papa

Na oração é preciso também agradecer, salienta Bento XVI

Nesta quarta-feira, 20, na audiência geral na sala Paulo VI, no Vaticano, o Papa Bento XVI continuou seu ciclo de catequeses sobre a oração segundo as Cartas de São Paulo. O Pontífice salientou que a Carta de São Paulo aos Efésios mostra que a oração deve ser sobretudo um agradecimento pelas bênçãos recebidas.
“A nossa oração muitas vezes é um pedido de ajuda às necessidades. E é também normal para o homem, porque precisamos de ajuda, precisamos dos outros, precisamos de Deus. É normal que na oração peçamos alguma coisa, mas não deveria ser exclusivamente assim. Existe ainda motivo de agradecimento e devemos ser um pouco atentos para ver que de Deus recebemos tantas coisas boas”, disse.
Assim, o Santo Padre ressalta que a oração deve ser também um louvor, afinal, se o coração está aberto, é possível ver, mesmo diante de todos os problemas, também a beleza de Sua criação. Portanto, é preciso não só pedir, mas também louvar e agradecer: somente assim a oração está completa.
“Na oração constante, no relacionamento cotidiano com Deus, aprendemos também nós, como São Paulo, a ver cada vez mais claramente os sinais deste projeto e desta ação: na beleza do Criador que tudo criou”, ressaltou o Papa.
Bento XVI lembrou que é importante estar atento justamente agora, no período de férias, à beleza da criação e ver transparecer nesta beleza o rosto de Deus.
Também na oração “devemos nos habituar a estar com Deus. Isso é muito importante, que aprendamos a estar com Deus e, assim, vemos como é lindo estar com Ele, que é a redenção”, salientou ainda o Pontífice.
Desta forma, concluiu o Papa, a oração gera homens e mulheres inspirados não pelo egoísmo, pelo desejo de possuir, pela sede de poder, mas pela gratuidade, pelo desejo de amar, pela sede de servir, inspirados, isto é, por Deus, e somente assim podem levar a luz à escuridão do mundo.
Após a Catequese, o Papa fez um apelo para que cessem os ataques contra cristãos na Nigéria.
Saudação aos brasileiros
No fim da audiência, o Papa saudou os peregrinos em diversos idiomas e especificamente aos brasileiros disse: “A minha saudação a todos os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente para os fiéis brasileiros da Arquidiocese de Campinas, a quem encorajo a intensificar a vida de oração para vos tornardes homens e mulheres movidos pelo desejo de amar, fazendo brilhar a luz de Deus na escuridão do mundo. E que Ele vos abençoe!”
Fonte: Canção Nova Notícias

Bento XVI: Jesus nos assegura sua presença real na Eucaristia

Em seu discurso prévio à oração do Regina Caeli, este domingo na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI assinalou que Jesus assegura aos fiéis sua presença real entre nós, através da Palavra e da Eucaristia.
“Assim como os discípulos de Emaús reconheceram Jesus ao partir o pão, assim também nós encontramos o Senhor na Celebração Eucarística”, indicou.
O Papa remarcou que, tal como ensinou Santo Tomás de Aquino, é “necessário reconhecer segundo a fé católica, que todo o Cristo está presente neste sacramento”.
Depois de recordar que no tempo pascal, freqüentemente a Igreja administra a Primeira Comunhão às crianças, Bento XVI exortou os párocos, pais de família e catequistas em todo mundo a que “preparem bem esta festa da fé, com grande ardor, mas também com sobriedade”.
O Papa Bento XVI pediu à Virgem Maria que “nos ajude a escutar com atenção a Palavra do Senhor e a participar dignamente na mesa do Sacrifício Eucarístico, para converter-nos em testemunhos da nova humanidade”.
Fonte: ACIDigital

Mensagem do Papa para a Campanha da Fraternidade 2012

Mensagem do Papa Bento XVI em ocasião da abertura da 
Campanha da Fraternidade 2012


Ao Venerado Irmão
CARDEAL RAYMUNDO DAMASCENO ASSIS
Arcebispo de Aparecida (SP) e Presidente da CNBB

Fraternas saudações em Cristo Senhor!

De bom grado me associo à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que lança uma nova Campanha da Fraternidade, sob o lema "que a saúde se difunda sobre a terra" (cf. Eclo 38,8), com o objetivo de suscitar, a partir de uma reflexão sobre a realidade da saúde no Brasil, um maior espírito fraterno e comunitário na atenção dos enfermos e levar a sociedade a garantir a mais pessoas o direito de ter acesso aos meios necessários para uma vida saudável.

Para os cristãos, de modo particular, o lema bíblico é uma lembrança de que a saúde vai muito além de um simples bem estar corporal. No episódio da cura de um paralítico (cf. Mt 9, 2-8), Jesus, antes de fazer com que esse voltasse a andar, perdoa-lhe os pecados, ensinando que a cura perfeita é o perdão dos pecados, e a saúde por excelência é a da alma, pois «que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua alma?» (Mt 16,26). Com efeito, as palavras saúde e salvação têm origem no mesmo termo latino salus e não por outra razão, nos Evangelhos, vemos a ação do Salvador da humanidade associada a diversas curas: «Jesus andava por toda a Galiléia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo o tipo de doença e enfermidades do povo» (Mt 4,23).

Com o seu exemplo diante dos olhos, segundo o verdadeiro espírito quaresmal, possa esta Campanha inspirar no coração dos fiéis e das pessoas de boa vontade uma solidariedade cada vez mais profunda para com os enfermostantas vezes sofrendo mais pela solidão e abandono do que pela doença, lembrando que o próprio Jesus quis Se identificar com eles: «pois Eu estava doente e cuidastes de Mim» (Mt 25,36). Ajudando-lhes ao mesmo tempo a descobrir que se, por um lado, a doença é prova dolorosa, por outro, pode ser, na união com Cristo crucificado e ressuscitado, uma participação no mistério do sofrimento d’Ele para a salvação do mundo. Pois, «oferecendo o nosso sofrimento a Deus por meio de Cristo, nós podemos colaborar na vitória do bem sobre o mal, porque Deus torna fecunda a nossa oferta, o nosso ato de amor» (Bento XVI, Discurso aos enfermos de Turim, 2/V/2010).

Associando-me, pois, a esta iniciativa da CNBB e fazendo minhas as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias de cada um, saúdo fraternalmente quantos tomam parte, física ou espiritualmente, na Campanha «Fraternidade e Saúde Pública», invocando – pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida – para todos, mas de modo especial para os doentes, o conforto e a fortaleza de Deus no cumprimento do dever de estado, individual, familiar e social, fonte de saúde e progresso do Brasil, tornando-se fértil na santidade, próspero na economia, justo na participação das riquezas, alegre no serviço público, equânime no poder e fraterno no desenvolvimento. E, para confirmar-lhes nestes bons propósitos, envio uma propiciadora Bênção Apostólica.
Vaticano, 11 de fevereiro de 2012

Bento XVI: Jesus nos ensina a arte de viver

O Papa Bento XVI afirmou hoje às crianças de uma paróquia romana que nós cristãos devemos aprender de das palavras, feitos e sofrimento de Cristo “que viver é uma arte, e Jesus nos mostra esta arte”.
Durante a homilia da Missa celebrada na paróquia de São João Batista de La Salle, ao sul de Roma (Itália), a que visitou durante a manhã, o Santo Padre refletiu sobre a passagem evangélica da transfiguração do Senhor.
“Como os três apóstolos do Evangelho, também nós temos necessidade de subir ao monte da transfiguração para receber a luz de Deus, para que seu Rosto ilumine nosso rosto”, disse.
Bento XVI remarcou que na oração, tanto pessoal como comunitaria “encontramos com o Senhor, não como uma idéia, ou como uma proposta moral, mas com uma Pessoa que quer entrar em relação conosco, que quer ser amigo e quer renovar a nossa vida para torná-la como a sua”.
O Papa exortou os presentes, principalmente os matrimônios jovens e crianças, a não esperar “que outros venham trazer mensagens diferentes, que não conduzem à verdadeira vida, sejais vós mesmos missionários de Cristo aos irmãos lá onde vocês vivem, trabalham, estudam ou somente transcorrem o tempo livre”.
Finalizando sua pregação o Santo Padre assinalou que “assumindo sobre si toda consequência do mal e do pecado, Jesus ressuscitou no terceiro dia como vencedor da morte e do Maligno. A Quaresma nos prepara para participar pessoalmente deste grande mistério de fé, que celebraremos no Tríduo da paixão, morte e ressurreição de Cristo”.

Diante do mal não devemos ficar calados, diz o Papa em mensagem pela Quaresma 2012

Em sua mensagem para a Quaresma 2012, o Papa Bento XVI alentou os católicos a recuperarem a correção fraterna porque diante do mal não devemos ficar calados.
No texto titulado "Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras" apresentado em conferência de imprensa no Vaticano, o Santo Padre recordou "um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correção fraterna, tendo em vista a salvação eterna".
Hoje em dia, disse o Papa, "se é muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro".
Depois de recordar que "Cristo mesmo nos manda repreender ao irmão que está cometendo um pecado", o Santo Padre ressaltou que "Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem".
"Entretanto a advertência cristã nunca há de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão", precisou.
O Papa sublinhou logo que "neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade".
Bento XVI explicou também que a Quaresma um tempo para refletir sobre a caridade e assegurou que "um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal".
"À vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas. Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para aPáscoa.", assegurou.
O Papa assinalou que em meio de um mundo que está acostumado a ser indiferente ou desinteressado para com outros, necessário "fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos".
"Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos, para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem".
O Santo Padre assinalou na mensagem que "O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o fato de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor".
Bento XVI indicou que as pessoas devem superar o olhar sobre os próprios interesses e preocupações, para poder olhar o outro: "sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre".
"Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende»", acrescenta.
O Papa referiu além que ser "guardiães" de outros "contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de considerá-la na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual".
"Uma sociedade como a atual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã!", precisou.
O Pontífice se referiu também ao chamado pessoal à santidade que tem todo cristão, através da vivencia do amor plasmado em obras boas para que Igreja cresça e se desenvolve para chegar “à plena maturidade de Cristo".
O Papa Bento XVI adverte logo do perigo da tibieza, que deve ser superada, para pôr em obra as "riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal". 
A mensagem na íntegra de Bento XVI pode ser lida no site do Vaticano em português em:
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/messages/lent/documents/hf_ben-xvi_mes_20111103_lent-2012_po.html
Fonte: ACIDIGITAL